Consultas, exames, cirurgias, banho e tosa e Pet Shop em um só lugar.Conheça →
Doenças infecciosas

Leishmaniose visceral canina: sintomas, diagnóstico, tratamento e prevenção

Transmitida pelo mosquito-palha, a leishmaniose afeta cães e pessoas e é um problema importante em Minas Gerais. Veja os sinais, os estágios, como é o diagnóstico, o que mudou no tratamento e como proteger seu cão em camadas.

Leishmaniose visceral canina: sintomas, diagnóstico, tratamento e prevenção
Neste artigo 8 tópicos
  1. Como a doença é transmitida
  2. Sinais no cão
  3. Como é o diagnóstico
  4. Tratamento: o que mudou no Brasil
  5. Prevenção em camadas
  6. Mitos e verdades
  7. Atenção com os gatos
  8. Leishmaniose na Bichos & Cia, em Ubá

A leishmaniose visceral é uma doença causada pelo protozoário Leishmania infantum. Ela afeta cães, outros mamíferos e também pessoas, nas quais é conhecida como calazar. Minas Gerais está entre os estados brasileiros com mais registros da doença, que vem se expandindo para novas cidades nas últimas décadas.

O cão é o principal reservatório da doença nas cidades. Por isso cuidar do cão é também uma medida de saúde pública.

Como a doença é transmitida

A transmissão acontece pela picada da fêmea do flebotomíneo, um inseto muito pequeno, cor de palha, conhecido como mosquito-palha, birigui ou tatuquira (Lutzomyia longipalpis). Ele se cria em locais úmidos, sombreados e com matéria orgânica, como folhas, frutos caídos e fezes de animais, e pica principalmente ao entardecer e à noite.

Ciclo de transmissão da leishmaniose visceral: mosquito-palha, cão e pessoa
O mosquito se infecta ao picar um animal doente e transmite o parasito na picada seguinte. Não há transmissão direta pelo contato com o cão.

Com muito menos frequência, a infecção também pode passar da mãe para os filhotes durante a gestação, por transfusão de sangue de doador infectado e, possivelmente, no acasalamento. Por isso cães doadores de sangue são testados.

Como reconhecer o mosquito-palha

  • É bem menor que um pernilongo comum, com 2 a 3 mm.
  • Tem cor clara, amarelada ou de palha.
  • Voa baixo, em pequenos saltos, e pousa com as asas abertas e levantadas.
  • Não faz o zumbido típico dos pernilongos.

Sinais no cão

Muitos cães infectados passam meses ou anos sem sintomas. Quando a doença se manifesta, os sinais são variados:

Pele e pelosCorpo e órgãos
Perda de pelos e descamação, principalmente ao redor dos olhos ("óculos")Emagrecimento progressivo, mesmo comendo
Feridas no focinho e nas pontas das orelhasAumento dos linfonodos ("ínguas")
Unhas muito compridas e curvas (onicogrifose)Sangramento pelo nariz
Feridas nos cotovelos e articulaçõesCansaço, fraqueza e manqueira
Pelo opaco e quebradiçoLesões nos olhos, como conjuntivite e uveíte
Sede e urina em excesso, vômitos (rins afetados)

Como é o diagnóstico

O diagnóstico combina exame clínico e exames de laboratório:

  • Sorologia (testes rápidos, ELISA, imunofluorescência): detecta anticorpos. No programa oficial brasileiro, o teste rápido é usado para triagem e o ELISA para confirmação.
  • Exames parasitológicos e PCR em amostras de linfonodo, medula óssea ou pele.
  • Hemograma, bioquímica e exame de urina, incluindo a relação proteína/creatinina urinária, para avaliar os rins e definir o estágio da doença. Alterações comuns são anemia leve e aumento das proteínas do sangue (globulinas).

Os estágios da doença

As diretrizes internacionais da LeishVet dividem a doença em quatro estágios. O estágio orienta o tratamento e o prognóstico.

EstágioComo o cão estáRinsPrognóstico
I · LevePoucos sinais, como ínguas ou lesões pequenas de peleNormaisBom
II · ModeradoLesões de pele espalhadas, emagrecimento, anemia leveNormais ou com leve perda de proteína na urinaBom a reservado
III · GraveSinais anteriores mais lesões nos olhos, articulações ou vasosDoença renal com perda de proteínaReservado a ruim
IV · Muito graveDoença avançada, complicações gravesDoença renal avançadaRuim

Tratamento: o que mudou no Brasil

Até 2016, o tratamento da leishmaniose canina não era permitido no país. Em 2016, uma nota técnica conjunta dos Ministérios da Agricultura e da Saúde autorizou o registro do primeiro medicamento veterinário para a doença, à base de miltefosina.

Hoje, o tratamento:

  • é feito com medicamentos de uso veterinário registrados no Ministério da Agricultura. O uso de medicamentos humanos para tratar cães é proibido;
  • costuma associar outros medicamentos de uso prolongado, definidos pelo veterinário, e o tratamento dos rins quando necessário;
  • melhora os sinais e reduz a quantidade de parasitos, mas não elimina a infecção. O cão precisa de exames periódicos por toda a vida, e recaídas podem acontecer;
  • deve ser acompanhado de proteção contínua contra o mosquito, para que o cão tratado não sirva de fonte de infecção.

Casos confirmados devem ser comunicados ao serviço de vigilância em saúde do município, que orienta as medidas para a comunidade.

Como é o acompanhamento

Nos primeiros meses, as reavaliações são mais frequentes. Depois, se o cão estiver estável, costumam ser feitas a cada 6 a 12 meses, com exame clínico, hemograma, bioquímica, urina e sorologia. Voltar a emagrecer, ter sede excessiva ou novas feridas são sinais para antecipar a consulta.

Prevenção em camadas

Nenhuma medida isolada é suficiente. A proteção vem da soma delas:

Camadas de prevenção da leishmaniose: coleira, ambiente, horário e check-up
Coleira repelente em dia, quintal limpo, cão protegido ao entardecer e exames regulares.
  1. Coleira repelente com deltametrina (ou outro repelente registrado para flebotomíneos): troque no prazo indicado na embalagem e coloque antes do período de mais mosquitos. Em estudos de campo, cães com coleira de deltametrina tiveram muito menos infecção.
  2. Quintal limpo: recolha folhas, frutos caídos e fezes; evite acúmulo de matéria orgânica, que é onde o mosquito se cria. Poda de árvores e arbustos ajuda a reduzir sombra e umidade.
  3. Proteja o cão no fim da tarde e à noite: abrigos fechados com tela fina, quando possível.
  4. Check-up e exames: cães que vivem em áreas com casos ou que viajam para elas devem fazer testes periódicos, conforme orientação.
  5. Castração ajuda a reduzir o número de cães errantes e a circulação da doença.

E a vacina?

A vacina contra leishmaniose que era usada no Brasil teve a fabricação e a venda suspensas pelo Ministério da Agricultura em 2023, após fiscalização identificar lotes fora do padrão. Até o fim de 2025, a vacina seguia suspensa, sem data de retorno. Converse com a equipe sobre a situação atual antes de tomar decisões, e lembre que, mesmo quando havia vacina, a coleira repelente continuava indispensável.

Mitos e verdades

  • "Leishmaniose passa pela lambida ou pela mordida." Mito. A transmissão é pela picada do mosquito-palha.
  • "Cão sem sintomas não tem leishmaniose." Mito. Muitos infectados passam anos sem sinais.
  • "Coleira sozinha resolve." Ajuda muito, mas a prevenção funciona em camadas.
  • "Cão tratado está curado." O tratamento controla, mas o acompanhamento e a proteção contra o mosquito são para a vida toda.
  • "Posso usar coleira de cachorro no gato." Nunca. Os piretroides das coleiras de cães são tóxicos para gatos.

Atenção com os gatos

Gatos também podem se infectar, embora seja menos comum. E há um cuidado importante: coleiras e pipetas com deltametrina ou permetrina, feitas para cães, são tóxicas para gatos. Nunca use produtos de cão em gatos, e cuidado em casas onde cães e gatos dormem juntos.

Leishmaniose na Bichos & Cia, em Ubá

Na Bichos & Cia fazemos a avaliação clínica, a coleta de exames laboratoriais para diagnóstico e estadiamento e o acompanhamento de cães em tratamento, além de orientar a prevenção de cada família. Se você mora em Ubá ou em uma das cidades da região, informe-se também com a vigilância em saúde do seu município sobre a situação local. No nosso Pet Shop você encontra coleiras repelentes. Veja também o guia de antipulgas e carrapaticidas.

Referências

  • Brasil. Ministério da Saúde. Manual de vigilância e controle da leishmaniose visceral. Brasília: Ministério da Saúde; 2014.
  • Solano-Gallego L, Miró G, Koutinas A, et al. LeishVet guidelines for the practical management of canine leishmaniosis. Parasites & Vectors. 2011;4:86. Texto completo
  • Brasil. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Ministério da Saúde. Nota Técnica Conjunta nº 001/2016 MAPA/MS: registro de produto para o tratamento da leishmaniose visceral canina.
  • Brasil. Portaria Interministerial nº 1.426, de 11 de julho de 2008. Proíbe o tratamento da leishmaniose visceral canina com produtos de uso humano ou não registrados no MAPA.
  • Brasil. Ministério da Agricultura e Pecuária. Mapa suspende fabricação e venda e determina o recolhimento de lotes de vacina contra leishmaniose. 2023. gov.br
  • Dantas-Torres F. Canine leishmaniosis in South America. Parasites & Vectors. 2009;2(Suppl 1):S1.
  • Killick-Kendrick R, Killick-Kendrick M, Focheux C, et al. Protection of dogs from bites of phlebotomine sandflies by deltamethrin collars for control of canine leishmaniasis. Medical and Veterinary Entomology. 1997;11(2):105-111.
Pet Shop Bichos & Cia

Produtos relacionados a este cuidado

Enviamos para todo o Brasil. Use conforme a orientação do médico-veterinário do seu animal.

Coleira Scalibor 48 cm Pequeno e Médio da marca MSD no Pet Shop Bichos & Cia em Ubá
MSD

Coleira Scalibor 48 cm Pequeno e Médio

A Coleira Scalibor de 48 cm é indicada para cães de porte pequeno e médio. A coleira Scalibor é conhecida por proporcionar proteção eficaz contra carrapatos, mosquitos (vetores de doenças como a leishmaniose) e pulgas por um período prolongado. Essa coleira libera de forma controlada e contínua o princípio ativo deltametrina, que age como repelente contra esses parasitas. A eficácia pode variar, mas geralmente a coleira Scalibor oferece proteção por vários meses. É importante seguir as instruções do fabricante e consultar um veterinário antes de usar qualquer produto em seu animal de estimação. Além disso, certifique-se de que a coleira escolhida seja apropriada para o tamanho e a espécie do seu cão. Marca: MSD · Categoria: Farmácia e Medicina · Peso: 0,025 kg · Código: 457. Vendido pelo Pet Shop da Clínica Veterinária Bichos & Cia, na Rua Belo Horizonte, 65, Centro, Ubá (MG). Retirada na clínica ou entrega com frete calculado no fechamento do pedido.

0,025 kg2 disponível
Coleira Scalibor 65 cm Porte Grande da marca MSD no Pet Shop Bichos & Cia em Ubá
MSD

Coleira Scalibor 65 cm Porte Grande

A Coleira Scalibor de 65 cm é indicada para cães de porte grande. A coleira Scalibor é reconhecida por oferecer proteção eficaz contra carrapatos, mosquitos (vetores de doenças como a leishmaniose) e pulgas por um período estendido. Essa coleira libera de maneira controlada e contínua o princípio ativo deltametrina, que atua como repelente contra esses parasitas. A eficácia geralmente se mantém por vários meses, proporcionando um método conveniente de proteção contínua. Antes de usar qualquer produto, é crucial seguir as instruções do fabricante e procurar a orientação de um veterinário, especialmente para garantir que o tamanho da coleira seja adequado para o seu cão. Marca: MSD · Categoria: Farmácia e Medicina · Peso: 0,025 kg · Código: 458. Vendido pelo Pet Shop da Clínica Veterinária Bichos & Cia, na Rua Belo Horizonte, 65, Centro, Ubá (MG). Retirada na clínica ou entrega com frete calculado no fechamento do pedido.

0,025 kg2 disponível
Coleira Seresto Grande acima de 8kg da marca Bayer no Pet Shop Bichos & Cia em Ubá
Bayer

Coleira Seresto Grande acima de 8kg

A Coleira Seresto Grande, indicada para cães com peso acima de 8 kg, é um produto popular para o controle de pulgas e carrapatos. A marca Seresto é conhecida por suas coleiras que proporcionam proteção prolongada contra esses parasitas, geralmente por até oito meses. A coleira Seresto libera de maneira controlada dois ingredientes ativos, a imidacloprida e a flumetrina, que atuam para repelir e matar pulgas, carrapatos e piolhos mastigadores. Esses ingredientes se distribuem pela pele do animal e são liberados ao longo do tempo, proporcionando uma proteção contínua. É fundamental seguir as instruções do fabricante ao utilizar a coleira Seresto e verificar se o tamanho escolhido é apropriado para o peso e o porte do seu cão. Como sempre, consulte um veterinário antes de iniciar qualquer tratamento antiparasitário em seu animal de estimação. Marca: Bayer · Categoria: Farmácia e Medicina · Peso: 0,045 kg · Código: 2546. Vendido pelo Pet Shop da Clínica Veterinária Bichos & Cia, na Rua Belo Horizonte, 65, Centro, Ubá (MG). Retirada na clínica ou entrega com frete calculado no fechamento do pedido.

0,045 kgEsgotado
Ver o Pet Shop completo →
Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre este assunto.

Respostas diretas da equipe. Casos individuais podem exigir avaliação presencial.

A leishmaniose passa do cachorro para as pessoas pelo contato?

Não. A transmissão acontece pela picada do mosquito-palha infectado. Abraçar, cuidar ou conviver com um cão doente não transmite a doença. O cão infectado, porém, pode servir de fonte para o mosquito, por isso a prevenção protege a família toda.

Leishmaniose tem cura?

O tratamento autorizado controla a doença, melhora a saúde do cão e reduz a carga de parasitos, mas não elimina a infecção por completo. O cão tratado precisa de acompanhamento por toda a vida e de proteção contínua contra o mosquito.

Existe vacina contra leishmaniose?

A vacina que era usada no Brasil teve fabricação e venda suspensas pelo Ministério da Agricultura em 2023, e até o fim de 2025 continuava sem data de retorno. Hoje a prevenção se apoia principalmente em coleiras repelentes e no controle do mosquito. Confirme com a equipe a situação atual.

Qual o intervalo entre a picada e os sintomas?

É muito variável: de alguns meses a vários anos. Muitos cães infectados passam longos períodos sem nenhum sinal, e por isso os exames são importantes para cães que vivem em áreas com casos.

Teste rápido positivo confirma a doença?

Não sozinho. O teste rápido é de triagem. A confirmação exige outros exames, e a interpretação precisa considerar os sinais clínicos e os exames de sangue e urina.

Gato pega leishmaniose?

Pode, mas é bem menos comum. Atenção: produtos à base de piretroides, como algumas coleiras e pipetas para cães, são tóxicos para gatos. Nunca use em gatos produtos feitos para cães.

O resultado positivo significa que meu cão será sacrificado?

Não obrigatoriamente. Desde 2016 existe tratamento registrado no Brasil. As decisões seguem a avaliação veterinária e as orientações da vigilância em saúde do município.

Coleira repelente funciona de verdade?

Coleiras com deltametrina reduzem as picadas do mosquito-palha e diminuíram a infecção em cães em estudos de campo. Funcionam melhor quando usadas continuamente, trocadas no prazo e combinadas com o cuidado do quintal.

Tirar uma dúvida com a equipe
Ubá e região

Clínica veterinária no Centro de Ubá desde 1990.

Recebemos tutores de Ubá e de cidades vizinhas, como Tocantins, Rodeiro, Divinésia, Guidoval, Visconde do Rio Branco, Piraúba, Astolfo Dutra e outras da Zona da Mata. Rua Belo Horizonte, 65, Centro.

Agendar pelo WhatsAppCidades atendidas
Próximos passos em Ubá

Serviços relacionados a este conteúdo

Conheça o atendimento da clínica e converse com a equipe sobre disponibilidade.

Finalizar pedido

Entrega e contato

Preencha os dados, escolha a entrega e pague com segurança.